sexta-feira, 16 de julho de 2010

Mundial Sub-20: somos todos comunistas!

 Leah em mais um de seus laterais acrobáticos

O Brasil empatou com a Suécia (1x1), nesta manhã, em Bielefeld, pela segunda rodada do Mundial Sub-20. Jogamos melhor que na primeira rodada, sobretudo no segundo tempo com as entradas de Ludmila e Edna. Aliás, a atacante "bad girl" da Francana (ex-Galo) mudou o jogo com sua força, velocidade e habilidade. Merecia o gol na bola que bateu na trave. 

A Suécia abriu o placar no primeiro tempo com mais um erro na saída de bola, dessa vez de Andressa. O resultado do intervalo era um castigo para um time que dominou a posse de bola, mas teve pouca penetração. A equipe das loirinhas é bastante limitada e fecha razoavelmente sua área numa linha de 4. 

O Brasil entrou em campo, como o esperado, com Thaynara de 3ª zagueira que virava volante. Houve um pouco mais de paciência do que na primeira partida. No segundo tempo, a inesperada presença de Ludmila fez toda a diferença. Não vi Ketlen mal no jogo e nem o ataque parecia o maior problema. Porém, a atacante mineira foi para dentro das suecas, no melhor estilo Galvão Bueno.

A penalidade que foi convertida por Rafaelle nasceu de um cruzamento despretencioso de Leah. A goleira sueca deu um empurrão tosco em Alanna e aliviou a barra canarinho. Edna melhorou a equipe com mais vigor que Andressa. É uma espécie de Ramires no estilo de atuar. De qualquer forma, essa melhoria não foi o suficiente para o Brasil depender apenas de si.

Na terça, a Coréia do Norte joga pelo empate diante da Suécia para ficar em primeira no grupo, que também joga pelo empate para classificar em segundo. Será um jogo de "comadres"? Esperamos que não, para o bem do Brasil e do futebol. A seleção nacional pega a Nova Zelândia já eliminada e precisa vencer, se possível, por dois gols. 

Vou ter que sair com um dos mais célebres ensinamentos da humanidade: a esperança é a última que morre.




quinta-feira, 15 de julho de 2010

Mundial Sub-20: precisamos melhorar!

 Contra a Suécia elas terão de se superar

O Brasil estreou no Mundial Sub-20 com uma derrota (0x1) para a Coréia do Norte. O resultado, em si, não foi preocupante, já que as asiáticas tem um boa equipe e tradição na base. O que preocupou foi o futebol apresentado, bastante débil para quem quer passar de fase. Claro, era a primeira partida, contra um adversário difícil, e a tensão estava no ar. Levaremos em conta esses fatores.

Marcos Gaspar optou por sua formação de 4 volantes que vimos no Sulamericano (post de 14 de abril). Mudou duas peças que não alteraram a parte tática: Poliana ganhou a vaga de Leah na lateral e Aline Fernanda Camargo a vaga de Lara na zaga. O time apresentou o principal problema do seleção sub-17 de 2008, isto é, a dificuldade de trabalhar a bola no meio campo. Muito desespero, muito chutão e, evidente, muitos erros. 

A Coréia do Norte não fez nada demais e não tem nada demais. É uma equipe aplicada e organizada, como sempre. Joga 90 minutos num ritmo forte. Para vencer tem que agredir, arriscar. Se ficar no "banho maria" não vence. O que fazer, então, para melhorar e buscar a vitória diante da Suécia?

A primeira mudança seria trocar a volante Bruna. Não vem bem. Marcos deverá utilizar a zagueira Thaynara para compor 3 zagueiras. Porém, creio que a meia ofensiva Débora seria a melhor opção. Formaria o losango no meio (4-3-1-2), daria equilíbrio à equipe e, sobretudo, finalmente uma companhia de qualidade para nossa dupla de ataque.


Nesta sexta, 10 da manhã, com Band e Sportv, veremos o que ocorre. Potencial para passar de fase existe.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Análise Tática da sub-17 (I)

4-2-3-1: o time base do Sulamericano



4-2-3-1 ofensivo: opção para ter mais agressividade

O Brasil venceu bem o Sulamericano Sub-17, com um time entrosado e experiente. As perspectivas para o Mundial de Trinidad e Tobago são boas. Para tanto, como na sub-20, faço uma breve análise tática sobre o que vi e o que podemos ver em terras centroamericanas.

Campinho 1 - Foi o time base de São Paulo. As três meias que vem de trás trabalham na articulação das jogadas, com a presença constante das laterais, especialmente Jucinara. Paula faz um bom pivô e costuma empurrar a bola para as redes. Beatriz, também, chega sempre para finalizar. Linha de 4 tradicional atrás, duas volantes que protegem bem a defesa e não sobem tanto. É o esquema mais usado no mundo hoje, vide Inter de Milão. 

Campinho 2 - Não mudaria taticamente, mas sim a característica das atletas. Pela versatilidade de Andressa, poderia fazer a função mais recuada no lugar de Bianca, oferecer melhor saída de bola e ganhar em agressividade com a habilidosa Gláucia pelo lado direito. Alternativa para furar retrancas e bloqueios, que certamente teremos de enfrentar no Mundial.


PS: Todos os campinhos táticos desse blog tem a arte de ANDRÉ ROCHA, do Blog OLHO TÁTICO, com link ao lado. O OLHO TÁTICO é vinculado ao portal GLOBOESPORTE.COM.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Saíram os grupos do Mundial Sub-17

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Para quem "reclama" que só se fala em Sub-20 nesse blog, tivemos nessa semana o sorteio dos grupos do Mundial Sub-17, em Trinidad e Tobago. Mesmo que não tenhamos a ordem dos classificados na Europa e o 3° da África, a FIFA manteve a data do sorteio e apresentou as chaves. O auxiliar técnico Michel Silva esteve presente. Como fiz no Sub-20, farei agora no Sub-17, com a análise dos adversários do Grupo D:

Gana - Seleção africana vice-campeã continental. Se apresentar o nível das últimas competições FIFA, não causará tantos problemas ao Brasil. Não precisa-se repetir, também, os clichês que todos sabem (mas repetiremos!): força física, dificuldade no aspecto tático, e irregularidade na parte técnica. Podem cometer um erro grotesco ou fazer uma jogada fantástica. É só Brasil manter o padrão, uma característica do time de Edvaldo, que deverá sair com a vitória.

Canadá - A maior zebra que já vi no futebol feminino. O Canadá foi massacrado pelos EUA na seletiva da CONCACAF e, mesmo assim, saiu com a classificação nas penalidades (após 0 a 0 no tempo normal e prorrogação). Tem força, velocidade, um padrão tático razoável, mas falta talento. Com o bom manejo de bola que tem essa seleção brasileira, podem envolver o time vermelho e branco.

UEFA 2 - O vice-campeão da da seletiva da UEFA caiu no grupo brasileiro. Creio que deverá ser Holanda ou Espanha. Fica difícil fazer uma análise mais precisa, porém a semelhança entre elas é a boa qualidade técnica. Nesse caso, o Brasil vai ter que se impor, para além do talento, na força de algumas atletas de frente como Beatriz e Paula. O jogo aéreo poderá ser uma arma, sobretudo se cair a Espanha.

Tão logo tenhamos essa definição, será objeto de post no blog.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Destaques jovens do Paulistão (I)

Patrícia é o destaque alviverde até aqui
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O Campeonato Paulista 2010 começou e acompanhamos, dentro do possível, as duas primeiras rodadas. Sempre atentos aos destaques jovens, três atletas poderiam ser citadas:

Patrícia Llanos - Formada no Juventus, e com passagem pelo Santos, a rápida atacante do Palmeiras já tem três gols em duas partidas e tem infernizado as defesas. Deve crescer nas mãos do técnico Marcelo Frigério, o Tchelo.

Débora Oliveira (Debinha) - A meia da seleção sub-20 foi contratada pela Portuguesa - após o encerramento das atividades do Saad - e deve ser o grande destaque da equipe no Paulistão. Fez cinco gols no Sulamericano Sub-20 e já tem dois no Estadual.

Beatriz Zaneratto - Carta marcada, figurinha carimbada, Bia é titular absoluta do Santos e a artilheira do Paulistão com quatro gols. A meia da seleção sub-17 pode ser a melhor jogadora da competição, se continuar assim.



quinta-feira, 22 de abril de 2010

Grupo forte, mas com possibilidades!

Essa é a bola do Mundial Sub-20 feminino


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Foram sorteadas as chaves do Mundial Sub-20 feminino de futebol, em Dresden, na Alemanha. O Brasil pegou um grupo (B), como diria meu amigo Daniel "alagoano", muito chato.

Coréia do Norte: é a atual campeã mundial sub-17 e deve formar seu grupo com a maioria das atletas vencedoras. Além disso, faz um jogo de marcação e saída em velocidade que complica qualquer um. Como fragilidade, a falta de variação de jogo e suas goleiras absolutamente patéticas.

Suécia: Talvez, seja a pior das equipes européias, já que a Suiça pode contar com a estrela Ramona Bachmann (que atua na WPS). Mas a pior das equipes européias é melhor que muita seleção que está nesse mundial. Além disso, a Suécia tem um campeonato interno fortíssimo e grande tradição no futebol feminino. O jogo será duríssimo.

Nova Zelândia: Será o fiel da balança. Em tese, a vitória é obrigação (para pensar numa classificação). Só que a Nova Zelândia não é tão fraca assim. Fez um mundial sub-17, em casa, bastante decente. Conta com um tanque, uma artilheira nata, ainda nascida em 93, e chamada Rosie White. Cuidado com ela!

Mesmo assim, a seleção brasileira tem condições de sair como primeira do grupo, desde que chegue num excelente nível e suas melhores atletas façam a diferença. Porém, terá que fazer três jogos intensos e com um percentual de erros baixíssimo.

Vai contar, também, a personalidade do time. Não adianta chegar com discurso humilde de "somos a zebra". Tem que se impor sobre os adversários e ousar. Camisa por camisa, a do Brasil é mais pesada.

Grupo A:
Alemanha
Costa Rica
Colômbia
França

Grupo B:
Brasil
Coréia do Norte
Suécia
Nova Zelândia

Grupo C:
Inglaterra
Nigéria
México
Japão

Grupo D:
Estados Unidos
Gana
Suíça
Coréia do Sul

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Análise tática da sub-20 (1)

4-2-2-2: o time mais usado no Sulamericano

4-3-1-2: um time com mais criatividade e qualidade técnica

Como prometido, segue uma análise daquilo que vimos no Sulamericano sub-20 da Colômbia, no qual o Brasil sagrou-se campeão. Marcos Gaspar montou um bom time base, como vemos no primeiro campinho (com jogadoras em branco), muito sólido na defesa e rápido no ataque.

Vou fazer uma analogia com a equipe de Dunga, a seleção masculina principal. O time é excelente nas bola aéreas, nas jogadas pelo lado e nos contra-ataques, mas pode sofrer quando enfrentar uma defesa mais compacta e fechada, que dá a posse de bola para a seleção brasileira. Se na masculina, muitos pedem Ganso ou Ronaldinho para dar mais qualidade de criação, Gaspar já tem jogadoras criativas no grupo para dar mais manejo de bola.

No segundo campinho (jogadoras de amarelo), notamos uma mudança tática para o tradicional esquema popularizado por Zagallo (4-3-1-2), onde temos um losango, com o vértice defensivo (Bruna), duas volantes pelos lados (Camila e Ester) e o vértice ofensivo (Débora ou Elisa). São essas duas atletas mais criativas que podem auxiliar (e muito) Gaspar para melhorar a transição de bola e, sobretudo, dar um toque de improviso, abrir as defesas. Débora tem a velocidade e a habilidade. Elisa tem os chutes e as bolas longas.

Na posição de Camila, poderia usar Poliana em algum momento, como Dunga faz com Daniel Alves, o que daria mais dinâmica e jogadas agudas pelos flancos. Assim como Andressa poderia ser recuada para a posição de Ester, como uma volante de pé canhoto pelo lado esquerdo. As variações podem ser muitas. Voltaremos ao tema, com mais opções e os nossos tradicionais campinhos.