terça-feira, 12 de agosto de 2008

Pequim 2008: Brasil 3 X 1 Nigéria

G
Gols de Cris mereceram festa
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O mesmo enredo dos dois primeiros jogos. O Brasil depende de lampejos de suas craques. Marta não foi bem, mas o dia foi de Cristiane, que fez os três gols e assumiu a artilharia do torneio olímpico.
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A vitória garantiu o primeiro lugar do grupo. A Alemanha venceu a Coréia do Norte por 1 a 0. Agora, nas quartas-de-final, vem os EUA. O favoritismo é brasileiro.

sábado, 9 de agosto de 2008

Pequim 2008: Brasil 2 X 1 Coréia do Norte

Vibração de Marta: terá que se desdobrar
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Uma vitória que vale pelos três pontos. Foi mais na experiência internacional, na rodagem, do que no bom futebol. Taticamente, contiuamos nulos. Os gols foram em espamos. Um erro clamoroso da goleira norte-coreana e uma boa jogada de combinação Marta-Cris. Sem padrão, terá que ser na vontade e no talento individual. No Mundial, a equipe apresentou muito mais. Qualquer marcação mais organizada põe o Brasil em dificuldade. E a marcação pressão organizada é padrão internacional.
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Cristiane no banco de reservas: "A bola não chega!". Acho que resume bem.


O alento é que ninguém tem jogado muita coisa em Pequim. O Brasil, com todos os "poréns", leva vantagem individualmente.


Outros resultados:


Suécia 1 X 0 Argentina

Alemanha 1 X 0 Nigéria (grupo do Brasil)

Estados Unidos 1 X 0 Japão

Canadá 1 X 1 China

Noruega 1 X 0 Nova Zelândia

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Pequim 2008: Brasil 0 X 0 Alemanha

Pretinha entrou no finalzinho


O jogo foi equilibrado como se esperava. Brasil e Alemanha, verdadeiramente, duelaram nesta madrugada/manhã de quarta-feira na abertura da Olimpíada. Taticamente, a Alemanha é mais organizada, tem mais padrão. O Brasil viveu, como sempre, da vontade e do talento individual das jogadoras. Na maioria do tempo, o time nacional foi dominado.


Em muitos momentos, aliás, o único recurso brasileiro foi o chutão das zagueiras. No segundo tempo, quando as alemãs cansaram, Marta conseguiu mais espaços e quase decidiu a partida. O resultado foi excelente, pois deixa a confiança em alta. Afinal, em tese, seria o confronto mais duro até a disputa por medalha.


E a zebra pintou! Embora a Noruega tenha uma boa seleção, os EUA tomaram uma chinelada inesperada (0X2). Será que a ausência de Wambach foi tão sentida assim? É uma possibilidade.


Outros resultados:


Japão 2 X 2 Nova Zelândia

Canadá 2 X 1 Argentina

China 2 X 1 Suécia

Coréia do Norte 1 X 0 Nigéria (grupo do Brasil)

terça-feira, 5 de agosto de 2008

Acredito no Ouro

Cristiane será fundamental mais uma vez
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Eu acredito no ouro olímpico para a seleção feminina de futebol. Até aí nada muito diferente do que pensa o torcedor médio no Brasil. Apresento, porém, alguns dos motivos que me levaram a bancar a dourada:



- O potencial ofensivo com Cristiane e Marta não tem concorrência (nem de perto) na Olimpíada. A melhor e a terceira melhor do mundo compõem a dupla de ataque. A qualidade e a contundência formam importante diferença em relação aos adversários.


- Acabou com o fantasma americano, ao golear inapelavelmente (4X0) no Mundial da China, em 2007. Além disso, os EUA perderam suas duas referências ofensivas: Wambach (fratura) e Lilly (gravidez).


- A Alemanha, uma seleção contra quem o Brasil ainda enfrenta dificuldades, será a adversária de estréia, o que pode fazer, justamente, com que o estigma se quebre. Individualmente, o Brasil é melhor. As principais jogadoras alemãs não estão no auge.


- Jorge Barcellos, ainda que simplório e sem domínio do grupo, não terá problema de coesão ou união. As meninas têm fome, um grande objetivo comum e talento para resolver as partidas sem grande trabalho tático. Não atrapalhar já será o suficiente.


Os dois grandes adversários serão, mesmo, Alemanha e EUA. As outras equipes, salvo surpresa, não devem incomodar.



Apesar de todas as críticas recentes feitas, vejo o torneio olímpico com otimismo.

sexta-feira, 18 de julho de 2008

Sub-17 se apresenta segunda-feira

Segurem a 10! (que eu quero ver)
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A Seleção Brasileira Sub-17 de futebol feminino se apresenta nesta segunda no Rio de Janeiro para a primeira fase de preparação visando o Mundial da Nova Zelândia, em outubro. Na convocação de Marcos Gaspar - 28 jogadoras - algumas novidades. A começar pelas goleiras Anelise, do Avaí/Canto do Rio (SC) e Daniele, do Guarani/Scorpions (SC). A meia paranaense Rafaela e a lateral/volante Silvana, do Piauí, também constam na lista.


Claro, o grande destaque sempre ficará por conta da meia canhota Beatriz Zanerato. Todos são muito prudentes em apontar alguém como craque aos 14/15 anos. O risco existe sim, mas prefiro corrê-lo. Ela é craque de bola e pode fazer um grande mundial.


quinta-feira, 17 de julho de 2008

Vão jogar 70 vezes e....

Mesmice: Quando não é a Kai (foto), é a Rodriguez
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É cansativo, mas é a realidade. O Brasil, quando sem Marta e Cristiane, é de uma mesmice e uma falta de imaginação irritantes. Ontem fez mais um amistoso contra os EUA. Foi o terceiro jogo contra as americanas em menos de um mês. Mais uma derrota por 1 a 0 (Natasha Kai).


Por que não mudar a equipe taticamente, para além dos defasados 3-5-2 e 4-4-2? Isso não existe em lugar nenhum do mundo. Quem fala em 3-5-2? Só no Brasil, com nossos gênios da tática. O 4-4-2 existe, de fato, à inglesa, com dois meias centrais e dois meias abertos (wingers). Isso é 4-4-2. Aqui no Brasil qualquer coisa é 4-4-2 - e não é!


Por que não usar três atacantes contra a engessada linha de quatro americana? Que tal abrir duas jogadoras rápidas como Pretinha e Fabiana e centralizar uma outra avante. Criar desconforto. Criar um fato novo! Os amistosos servem para testar algumas variações táticas. Mudar de 3-5-2 para 4-4-2 e depois para 3-6-1 é vergonhoso. Haja espaço para mediocridade. Estamos, taticamente falando, na Idade Média futebolística. Essa é a realidade. Pobres jogadoras. Vão jogar 70 vezes contra as americanas e vão perder as 70 por 1 a 0.


Repito: com Marta e Cristiane, até minha mãe, que não gosta de futebol, teria êxito como treinadora da seleção principal.
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PS: Lamento muito a infelicidade de Abby Wambach, artilheira americana, que fraturou a tíbia e a fíbula da perna esquerda nesta partida. Será desfalque em Pequim e deixará o torneio menos brilhante.










terça-feira, 1 de julho de 2008

As camisas 10 do Mundial Sub-17 (Alemanha)

Jennifer Marozsan destacou-se no Europeu Sub-17


Começo hoje um especial sobre as camisas 10 que estarão no Mundial Sub-17. A melhor delas é a brasileira Beatriz Zanerato, de quem já falei no blog cerca de 700 vezes. Mas ela terá um post a parte, com entrevista.

A primeira escolhida talvez seja uma das principais concorrentes de Beatriz e também candidata a sensação do torneio. Dzsenifer Marozsán ou Jennifer Marozsan (pela idioma alemão) foi o destaque do quadrangular final do Europeu, quando a Alemanha foi campeã, no último mês de maio. Fez dois gols e infernizou as zagas adversárias.


Seus números são impressionantes. Desde 2004, fez nove jogos e tem 11 gols com a camisa sub-17. Na Sub-15, em 2007, fez quatro gols em cinco partidas. Nascida em Budapeste, capital da Hungria, Marozsán é mais uma atleta imigrante que veste as cores da Alemanha. Ela defende também o FC Saarbrücken, na Bundesliga.


Jennifer Marozsan, 18/04/1992.